Detalhar som Classificação Científica
Nome Científico
Diglossa majorCabanis, 1849Nome em Inglês
Greater Flowerpiercer
Fura-flor-grande
Nome Científico
Seu nome científico significa: do (grego) di = dois, duas; e glössos, glossa = com duas línguas, que fala duas línguas; e do (latim) major = maior. ⇒ Maior (ave) com duas línguas ou maior (ave que fala) duas línguas.
Características
Mede entre 17 e 17,3 centímetros de comprimento e pesa entre 17,5 e 26 gramas (Isler e Isler, 1999; Hilty, 2003).
Apresenta plumagem geral na coloração cinza ardósia com a porção dorsal sendo mais escura que a porção ventral. A coroa e o manto apresentam coloração cinza azulada. As penas coberteiras da asa são escuras, quase pretas e assim como o manto apresentam finas estrias azul prateadas. As rêmiges e retrizes são escuras com as bordas azuladas. Na face encontra-se uma distinta máscara ocular negra e abaixo dela, uma estreita faixa malar esbranquiçada. O queixo é escuro. O peito e ventre são de coloração cinza apresentando um reflexo prateado. O crisso é castanho.
O bico característico desta espécie é reto e cinza azulado e apresenta em sua porção distal uma conspícua ponta fina em forma de gancho. Olhos castanhos. Tarsos e pés são cinza escuros, quase pretos.
O juvenil da espécie apresenta a plumagem semelhante aos adultos, entretanto esta é opaca (Hilty, 2011), sem o brilho presente nos indivíduos adultos e sua máscara facial é menos intensa. O peito e ventre dos jovens apresentam-se amplamente manchados.
Filhotes apresentam o bico com comissura labial de coloração rosada quando muito jovens que torna-se amarelada.
fura-flor-grande adulto
fura-flor-grande jovem
Subespécies
Possui quatro subespécies reconhecidas:
Diglossa major major (Cabanis, 1849) – ocorre na região do monte Roraima, na fronteira da Venezuela com o Brasil e Guiana; também pode ser encontrado no monte Cuquenán e Uei-tepui, no extremo sudeste da Venezuela.
Diglossa major gilliardi (Chapman, 1939) – ocorre no sudeste da Venezuela na região do monte Auyán-tepui. Esta subespécie é mais escura e mais brilhante do que a subespécie nominal. Sua estria malar é fracamente definida, coberteiras auriculares extensivamente pretas, rêmiges com as bordas azuis pálidas e com estrias azuis mais definidas (Chapman 1939, Hilty 2011).
Diglossa major disjuncta (J. T. Zimmer & Phelps, Sr, 1944) – ocorre no sudeste da Venezuela, no lado oeste dos tepuis de Gran Sabana (Ptari-tepui, Sororopán-tepui, Uaipán-tepui, Aprada-tepui, e Acopán-tepui). Esta subespécie é semelhante a ssp. gilliardi, mas com menos estrias, as porções inferiores são mais pálidas e menos azuladas. O crisso desta subespécie é profundamente castanho (Zimmer e Phelps 1944, Hilty, 2011).
Diglossa major chimantae (Phelps, Sr & Phelps, Jr, 1947) – ocorre no sudeste da Venezuela na região do monte Chimantá-tepui. Esta subespécie é um pouco mais escura do que a subespécie nominal. Apresenta o crisso profundamente castanho, e é cinza na porção ventral (Hilty 2011).
(IOC World Bird List 2017).
Alimentação
Alimenta-se de néctar e ocasionalmente insetos.
fura-flor-grande se alimentando
Reprodução
Hábitos
Distribuição Geográfica

Ocorrências registradas no WikiAves
Referências
Chapman, F.M. 1939. The upper zonal birds of Mt. Auyan-tepui, Venezuela. American Museum Novitates number 1051.
Hilty, S. L. 2003. Birds of Venezuela. Princeton University Press, Princeton, New Jersey.
Hilty, S. L. 2011. Family Thraupidae (Tanagers). Pages 46-329 in J. del Hoyo, A. Elliott, and D.A. Christie (editors), Handbook of the birds of the world. Volume 16. Tanagers to New World black birds. Lynx Edicions, Barcelona.
Isler M. L., and P. R. Isler. 1999. The tanagers. Second edition. Smithsonian Institution Press, Washington, DC.
Zimmer, J.T., and W.H. Phelps. 1944. New species and subspecies of birds from Venezuela. 1. American Museum Novitates number 1270.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies:
CLEMENTS, J. F., T. S. Schulenberg, M. J. Iliff, D. Roberson, T. A. Fredericks, B. L. Sullivan, and C. L.. The Clements checklist of Birds of the World: Version 6.9; Cornell: Cornell University Press, 2016.
del Hoyo, J.; et al., (2016). Handbook of the Birds of the World Alive. Lynx Edicions, Barcelona.
Gill, F. & Wright, M. - IOC World Bird List 2017. Birds of the World - Recommended English Names. Princeton University Press, Princeton, N.J., and Oxford, UK.
ITIS - Integrated Taxonomic Information System (2017); Smithsonian Institution; Washington, DC.
Piacentini et al. (2015). Annotated checklist of the birds of Brazil by the Brazilian Ornithological Records Committee / Lista comentada das aves do Brasil pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos. Revista Brasileira de Ornitologia, 23(2): 91–298.
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